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Bombril lança instituto e anuncia investimento de R$ 70 mi em marketing

Marca estreia no patrocínio do futebol feminino e passa a priorizar protagonismo da mulher


A fim de rejuvenescer a marca imortalizada na campanha criada na década de 70 pela DPZ, e estruturar sua atuação social em diferentes comunidades, a Bombril anunciou nesta quarta-feira (30) a inauguração da Casa Bombril, na zona Oeste de São Paulo, um dos braços do Instituto Roberto Sampaio Ferreira de responsabilidade social.

O novo espaço é fruto de R$ 5 milhões de investimentos e foi desenvolvido de forma autosustentável para fornecer cursos gratuitos às secretárias do lar, com apoio do Senac. A Casa Bombril faz parte do marketing social da companhia, de acordo com o diretor da área, Marcos Scaldelai. “Percebemos que o instituto mobiliza a sociedade e a empresa para um novo pensamento de marca e marketing que coloca o protagonismo feminino como foco. Assim, a nova campanha publicitária e patrocínios evidenciam uma empresa multiprodutos, rejuvenescida e que reconhece a mulher como quem faz o sucesso da marca”.

Ele conta que a Bombril investirá R$ 70 milhões em propaganda, marketing e patrocínios culturais e esportivos em 2011, dos quais R$ 40 milhões serão aplicados na campanha publicitária com as mulheres humoristas, que entrou no ar em 14 de março. O restante do valor, R$ 30 milhões, será divido entre eventos como o Mulheres que Brilham - de reconhecimento às mulheres de destaque no cenário nacional - entre outros, como o recente patrocínio da seleção feminina de futebol do Brasil, junto a TV Bandeirantes, um contrato de aproximadamente R$ 10 milhões.

Scaldelai sinalizou a redução de investimentos em outras vertentes do esporte, como automobilismo, já que, daqui em diante, o protagonismo feminino será realmente a bandeira da marca Bombril no Brasil. Posicionamento natural já que comprovadamente as domésticas são influenciadoras de marca no país, ao escolherem os produtos de limpeza que desejam utilizar.

Durante o evento de lançamento da Casa Bombril, a idealizadora do Instituto, Alice Ferreira, esposa do herdeiro do grupo, Ronaldo Ferreira, afirmou que há anos a companhia realizava trabalhos sociais enfocando a mulher, porém de maneira pouco organizada. “Montamos uma equipe de responsabilidade social dentro da Bombril e temos consultores externos da área”.

 Dennys Ichiro Itagaki (IRSF), Patrícia Barbi (IRSF), Alice Ferreira (IRSF), Margareth Goldenberg (da Repense), Ricardo Sampaio (diretor de comunicação do IRSF) e Otavio Dias  (Presidente da Repense) - Foto de Eddu Ferraccioli
Dennys Ichiro Itagaki (IRSF), Patrícia Barbi (IRSF), Alice Ferreira (IRSF), Margareth Goldenberg (da Repense), Ricardo Sampaio (diretor de comunicação do IRSF) e Otavio Dias  (Presidente da Repense) - Foto de Eddu Ferraccioli
Uma das profissionais de mercado convocada para cuidar desse reposicionamento institucional é Margareth Goldenberg, que há um ano assumiu a diretoria de responsabilidade social da agência Repense. Desde então, ela está envolvida com projetos de 18 empresas, sendo que a Casa Bombril e o instituto tem sido desenvolvidos desde março de 2010.

Por Perla Rossetti

Fonte - PROPMARK

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Moda e arte

Chanel já dizia que moda não é arte. É comércio.

Particularmente, entendo que o lado criativo da moda, principalmente no que diz respeito às inovações e também às construções das peças de alta costura, tem o seu quê de arte. Mas, enquanto uma obra de arte é baseada em fundamentos completamente pessoais, a moda exige um estudo de mercado e pesquisas de tendências que acabam impedindo que o "feeling" do criador seja usado livremente.

Opiniões a parte, não vou usar esta coluna para debater o mérito artístico da moda. Independente de moda ser arte, ou não, é fato que a arte sempre a inspirou.

Seja subjetivamente, seja diretamente. Algumas das coleções mais famosas são resultado da inspiração de estilistas no trabalho de artistas renomados, quando não foram parcerias com os próprios.

Elsa Schiaparelli, por exemplo, sempre teve um estilo excêntrico e sua amizade com grandes artistas da época era refletida nas suas criações. Além de se inspirar nas criações de seus amigos, fazia parcerias com eles. O pintor com quem mais se identificou foi Salvador Dalí e, entre tantos, os frutos mais famosos dessa parceria foram o chapéu-sapato e a bolsa em forma de telefone.

Yves Saint Laurent fez inúmeras coleções inspiradas no trabalho de artistas como Georges Braque, Andy Wahrol, Pablo Picasso, Matisse e Velázquez, entre muitos, muitos outros. Mas a mais bem-sucedida e relembrada, provavelmente, foi a série de tubinhos inspirados no trabalho de Mondrian.

Em 2007, Galliano criou uma coleção inteira baseada em seus pintores favoritos. Entre eles, Mark Rothko, Monet e Degas.

Mais recentemente, em 2009, o estilista Albert Kriemler também inspirou sua coleção para a grife Akris nas criações de Claude Monet. A lista é imensa e interminável.

Alguns desses exemplos são encontrados no livro "Arte & Moda", de Florence Muller. Foi lançado aqui no Brasil em 2000, pela Cosac Naify e é um dos meus favoritos há anos. Fala sobre a parceria da moda e arte e como "o estilistas intensificaram seu trabalho com artistas para criar tecidos, decorações, instalações, exposições e páginas publicitárias em revistas".

Vale a leitura para aqueles que querem saber mais sobre a moda de um ponto de vista cultural e não apenas relacionado ao consumismo

Érica Minchin trabalha com pesquisa, criação e desenvolvimento de produtos em moda e ministra cursos e palestras sobre imagem e tendências. Ela ensina que aparência é a ferramenta de comunicação não-verbal mais poderosa e estimula explorar as melhores maneiras de fazer uso dela. Contato: contato@ericaminchin.com

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Nem tudo que é moda é bonito ou combina com você!

Assim como nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que é moda é bonito ou combina com você. Eu já falei por aqui sobre o quanto é preciso pensar antes da compra se estamos adquirindo aquilo por uma necessidade real ou por um desejo despertado pela mídia, mas sinto que um parágrafo em uma coluna não tenha sido suficiente para esclarecer o tema.

Em primeiro lugar, a moda como o grande público consome, não é arte. É comércio.

E o intuito de qualquer comerciante é um só: vender. Para que isso aconteça todos os artifícios são usados: desfiles com modelos maravilhosas, propagandas e editoriais em revistas, merchandising na atriz da novela e a lista segue até que a informação fique na sua cabeça e você se convença de que não pode mais viver sem aquilo.

As empresas estão erradas? De forma alguma! O comércio move o mundo, gera empregos e faz, principalmente, com que a nossa vida seja menos monótona já que ansiamos por essas novidades. Mas eu vejo aqui dois problemas: um quando algo de gosto muito duvidoso cai no senso comum e outro que as pessoas sintam a obrigação de se uniformizarem com algo que nem sempre faz sentido para elas (sendo de gosto duvidoso ou não).

Um exemplo que ilustra bem o que quero dizer é o das clogs. Até menos de um ano atrás, elas eram abominadas, sinônimos de cafonismo. Aí veio o Karl Lagerfeld e trouxe o ícone para a passarela da Chanel. Porque ele é o "kaizer da moda", de repente, até em grandes lojas de departamento em que, teoricamente, essas propostas só chegavam quando o público formador de opinião já tinha usado até a exaustão, já podemos encontrá-las.

Até aí, acho maravilhoso que tenha chegado tão rápido ao grande público quanto chegou ao consumidor mais privilegiado. É a democratização da moda! O que eu questiono é: Isso quer dizer que você precisa usá-la? Que combina com você? Não! Não necessariamente. Se você não se sentir confortável usando este (ou qualquer outro) modelo, se não combinar com a sua personalidade, com o resto das suas roupas e com o seu estilo de vida, não compre.

Claro, se você quer experimentar algo novo e, principalmente, acha que pode dar certo vá em frente. A moda está aí para isso. Mas esqueça a revista, a novela, a passarela, a vizinha e a melhor amiga. Afinal, quem vai usar é você.

Numa época em que a moda deixa de ter "tendências" para agradar a todos os gostos, me surpreende que as pessoas queiram andar iguais ao resto do mundo.

Érica Minchin trabalha com pesquisa, criação e desenvolvimento de produtos em moda e ministra cursos e palestras sobre imagem e tendências. Ela ensina que aparência é a ferramenta de comunicação não-verbal mais poderosa e estimula explorar as melhores maneiras de fazer uso dela. Contato: contato@ericaminchin.com

Fonte [Vila fashion]

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